Uma audiência em 21 de fevereiro no tribunal de Manhattan colocou o caso de Luigi Mangione em destaque, com sua advogada de defesa, Karen Agnifilo, alegando que houve uma busca ilegal no momento de sua prisão em dezembro de 2023 na Pensilvânia. As alegações centram-se em possíveis 'graves irregularidades' durante o processo de busca, argumentando que certas evidências críticas ao caso foram obtidas de maneira ilícita.
Mangione enfrenta uma série de acusações estatais, incluindo terrorismo e assassinato em primeiro grau, devido ao suposto assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em 4 de dezembro de 2023. Segundo os promotores, Mangione teria feito uso de uma arma fantasma impressa em 3D para cometer o crime nas proximidades de um hotel em Manhattan, antes de fugir para a Pensilvânia.
A prisão de Mangione aconteceu em um McDonald's na Pensilvânia, onde ele foi apanhado com uma pistola 9mm equipada com um silenciador e roupas que correspondem às filmagens de segurança no local do incidente. As autoridades também confiscaram de Mangione um caderno com planos para atacar um CEO do setor de seguros de saúde, além de um manifesto crítico à indústria de saúde.
A defesa agora está pedindo ao tribunal que exclua essas evidências, argumentando que foram adquiridas de forma ilegal e, portanto, prejudiciais ao julgamento justo de Mangione. O caso gerou considerável atenção pública, com apoiadores de Mangione se reunindo fora do tribunal, expressando frustrações crescentes com os custos de saúde, o que muitos observadores acreditam estar de alguma forma ligado ao motivo do crime.
Enquanto isso, promotores federais estão considerando a pena de morte como uma possibilidade, embora o caso estadual, até agora, esteja buscando a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A decisão sobre a admissibilidade das evidências será crucial para a forma como o julgamento de Mangione prosseguirá.