Mariana Tanaka, filha de assessor do Lula, morre após ser atropelada em Ipanema

Mariana Tanaka, filha de assessor do Lula, morre após ser atropelada em Ipanema

A vida de Mariana Tanaka Abdul Hak, jovem de 20 anos com uma trajetória internacional brilhante foi interrompida brutalmente na noite de sábado, 16 de maio de 2026. Horas depois de aterrissar no Brasil, pronta para iniciar sua carreira profissional, ela foi atropelada por um veículo desgovernado em pleno coração de Ipanema, no Rio de Janeiro. A notícia chocou não apenas a cidade, mas o meio diplomático e político nacional, dada a proximidade da família com o governo federal.

O acidente ocorreu por volta das 17h, na esquina movimentada das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes, em frente a uma unidade do McDonald's. Mariana, que havia acabado de retornar da Europa onde concluiu seus estudos, estava acompanhada da mãe, Ana Patrícia Neves Tanaka Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires. O impacto foi tão forte que levantou as duas mulheres, arrastando-as pelo asfalto enquanto testemunhas gritavam de horror.

O momento em que tudo mudou

Imagine chegar ao país natal com a mala cheia de sonhos e contratos prontos para assinatura. Era exatamente esse o cenário de Mariana. Ela acabara de se formar em Administração de Empresas pela prestigiada ESCP Business School, em Turim, Itália. Dominava quatro idiomas fluentemente — português, inglês, espanhol e francês — e já trabalhava como diretora de marketing (CMO) em uma empresa italiana de recrutamento acadêmico desde janeiro de 2025.

No sábado, seu objetivo era simples: assinar um contrato com uma multinacional do setor de cosméticos. Mas o destino teve outros planos. Uma caminhonete elétrica JAC T140, modelo 2024, perdeu o controle e subiu na calçada. O condutor, identificado como Lucas, alegou falha técnica grave no sistema de direção ou frenagem. Testes toxicológicos posteriores descartaram álcool ou drogas, mas a perícia ainda precisa confirmar se o defeito mecânico foi real ou se houve negligência humana.

Mariana foi levada em estado crítico ao Hospital Municipal Miguel Couto. Apesar dos esforços médicos, não resistiu aos ferimentos e faleceu na manhã seguinte, domingo, 17 de maio. Sua mãe, Ana Patrícia, também foi atendida no mesmo hospital e recebeu alta após tratamento para ferimentos superficiais. Outro pedestre, Sergio da Costa Luiz, de 44 anos, foi atingido e também sobreviveu.

A reação do Palácio do Planalto

A conexão da vítima com o governo brasileiro tornou o caso uma questão nacional imediata. O pai de Mariana, Ibrahim Abdul Hak Neto, é assessor especial no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, o presidente telefonou pessoalmente para Ibrahim na manhã de domingo, expressando condolências profundas e solidariedade à família enlutada.

"É uma perda irreparável para todos nós", disse uma fonte próxima ao Itamaraty, que pediu anonimato. "Mariana era vista como uma promessas da nova geração diplomática, inteligente, culta e com uma visão global rara." O Ministério das Relações Exteriores acionou protocolos de apoio institucional, incluindo assistência consular e logística para o traslado do corpo.

Investigação e próximos passos

Investigação e próximos passos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro registrou o ocorrido inicialmente como lesão corporal culposa, conforme artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro. No entanto, com a morte de Mariana, o inquérito pode evoluir para homicídio culposo. O motorista Lucas foi ouvido na delegacia do Leblon e liberado após prestar depoimento, aguardando os resultados da perícia veicular.

O veículo apreendido será submetido a exames técnicos rigorosos para determinar se houve falha de fábrica ou manutenção inadequada. Especialistas apontam que veículos elétricos, embora tenham menos peças móveis, exigem monitoramento constante de baterias e sistemas eletrônicos. "A tecnologia avança, mas a segurança depende de múltiplos fatores", explica um engenheiro automotivo consultado sobre casos semelhantes.

O velório de Mariana foi realizado no Rio de Janeiro, com comparecimento de amigos, colegas e autoridades. O enterro está programado para quinta-feira, 21 de maio, no Cemitério do Morumbi, em São Paulo, terra de origem da família paterna.

Uma vida cortada prematuramente

Uma vida cortada prematuramente

Mariana vivia entre países desde a infância — Brasil, Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano e França marcaram sua formação. Essa experiência multicultural moldou sua personalidade aberta e curiosa. Colegas lembram de alguém sempre disposta a ajudar, com senso de humor afiado e paixão por arte e literatura.

"Ela não via fronteiras como barreiras, mas como pontes", conta uma amiga de faculdade. "Mariana ia construir algo incrível aqui. Estávamos todos ansiosos para ver o que ela faria nessa nova fase." Agora, resta apenas o luto e a busca por respostas.

Perguntas Frequentes

Quem era Mariana Tanaka Abdul Hak?

Mariana tinha 20 anos e era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial do presidente Lula, e Ana Patrícia Neves Tanaka Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires. Formada em Administração pela ESCP Business School, na Itália, ela dominava quatro idiomas e trabalhava como diretora de marketing em uma empresa europeia antes de voltar ao Brasil para iniciar uma nova carreira no setor de cosméticos.

Como ocorreu o acidente em Ipanema?

Na noite de sábado, 16 de maio de 2026, uma caminhonete elétrica JAC T140, conduzida por Lucas, perdeu o controle e invadiu a calçada na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes. O veículo atingiu Mariana, sua mãe e outro pedestre. O motorista alegou falha mecânica, mas a perícia ainda deve confirmar a causa exata. Testes toxicológicos foram negativos.

Qual é o status da investigação policial?

O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal culposa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Com o óbito de Mariana, o inquérito pode ser reclassificado para homicídio culposo. O veículo foi apreendido para perícia técnica, e o motorista foi liberado após depor. As investigações continuam abertas.

O que o presidente Lula disse sobre o caso?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou pessoalmente para o pai de Mariana, Ibrahim Abdul Hak Neto, na manhã de domingo, 17 de maio, para expressar condolências e solidariedade à família. Não houve declaração pública oficial além desse contato direto, respeitando a privacidade dos familiares neste momento de luto.

Quando e onde será o enterro de Mariana?

O velório ocorreu no Rio de Janeiro, e o sepultamento está agendado para quinta-feira, 21 de maio de 2026, no Cemitério do Morumbi, em São Paulo. A família recebeu apoio logístico do Ministério das Relações Exteriores para o translado do corpo.

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