Vitória vence Mirassol por 2 a 0 e alivia pressão no rebaixamento com vitória no Barradão

Vitória vence Mirassol por 2 a 0 e alivia pressão no rebaixamento com vitória no Barradão

Na tarde de sábado, 29 de novembro de 2025, o Esporte Clube Vitória respirou aliviado. Derrotando o Mirassol por 2 a 0 no Estádio Manoel Barradas, em Salvador, o time baiano não só ganhou três pontos cruciais — como reacendeu a esperança de escapar do rebaixamento. O gol de Lucas Halter aos 25 minutos do primeiro tempo e o pênalti convertido por Matheuzinho (Matheus Martins Fogaça de Paulo) aos 90 minutos foram mais do que gols: foram lifelines. Com o resultado, o Vitória saltou para 42 pontos, ocupando a 15ª posição, um ponto à frente de Santos e Internacional, ambos com 41. Antes disso, o clube tinha apenas 39 pontos em 35 jogos, e a zona de rebaixamento parecia uma sombra que não saía da porta.

Um alívio que veio com suor e atmosfera

O técnico Jair Zaksauskas Ribeiro Ventura, de 52 anos, assumiu o comando do Vitória em 28 de março de 2025, depois de passagens por clubes como Ceará, Chapecoense e Goiás. Nada parecia fácil. Mas naquela tarde, com o Barradão lotado — o público presente gritava, batia nos bancos, vibrava com cada desarme — ele encontrou o que faltava: energia. "Tudo que não é bom a gente se preocupa, tudo que é bom a gente potencializa", disse ele na coletiva, com a voz ainda tremendo de emoção. "A torcida fez a diferença. Se a gente não ganhasse, era capaz de perder os dois últimos jogos e não sobreviver." A vitória não foi apenas técnica — foi emocional. O time jogou com um 3-4-3 sólido, pressionando alto como planejado, mas surpreendendo até o próprio treinador. "O Mirassol não jogou como analisamos. Sem centroavante, com três velocistas atrás, eles nos pegaram de surpresa. Mas a gente se adaptou. E quando a pressão é alta, a compactação vira problema para eles."

Um jogo que mudou a conta

Antes da partida, o Vitória tinha um histórico preocupante: 9 vitórias, 12 empates e 14 derrotas. A defesa era frágil, com 48 gols sofridos em 35 jogos — média de 1,31 por partida. O ataque, por sua vez, mal chegava a 0,83 gols por jogo. Já o Mirassol, quarto colocado com 63 pontos, vinha de uma vitória por 3 a 0 sobre o Ceará e tinha o melhor ataque da Série A até então: 58 gols marcados. Mas aqui, no Barradão, o futebol mudou de regra.

Na defesa, Lucas Halter não só marcou o primeiro gol — foi impecável em desarmes e saídas. No meio, Matheuzinho se transformou em peça-chave. A cobrança de pênalti, aos 90 minutos, foi o gol da vida. Foi o momento em que o estádio parou, o goleiro do Mirassol se preparou... e o baiano, com calma, mandou para o canto direito. A torcida explodiu. Não era só vitória. Era sobrevivência.

Os números que contam a história

Os números que contam a história

- Vitória: 42 pontos em 36 jogos (10 vitórias, 12 empates, 14 derrotas) — melhor aproveitamento como mandante: 7 vitórias em 15 jogos no Barradão. - Mirassol: 63 pontos em 36 jogos (17 vitórias, 12 empates, 7 derrotas) — mantém a 4ª posição, mas perdeu a chance de se aproximar do G4 da Libertadores. - O Vitória tornou-se o único clube do Nordeste que nunca perdeu para o Mirassol nesta edição da Série A. - Em 26 de julho, na primeira volta, o empate por 1 a 1 em Mirassol (SP) já havia sido um sinal de que o time baiano estava crescendo.

O que vem pela frente

Agora, o Vitória tem duas chances reais de garantir a permanência. Na próxima quarta-feira, 3 de dezembro de 2025, às 19:00 (horário de Brasília), enfrenta o Red Bull Bragantino em jogo atrasado da 34ª rodada. Quatro dias depois, no domingo, 7 de dezembro, recebe o São Paulo Futebol Clube no Barradão, às 16:00. Ambos são adversários diretos na luta por pontos. Bragantino, com 48 pontos, ainda pode pressionar. São Paulo, com 45, está em busca de recuperação. Mas o Vitória, agora, tem fôlego.

"Vamos vender caro cada minuto, cada jogo", disse Jair Ventura. E ele não está só falando. O time está jogando com algo que não tinha: propósito. A torcida, que lotou o estádio mesmo com a pressão, não esqueceu. Nem os rivais.

Contexto histórico: um clube que não quer voltar

Contexto histórico: um clube que não quer voltar

Fundado em 13 de maio de 1899, o Vitória é um dos clubes mais antigos da Bahia. Mas nos últimos anos, vive um ciclo de ascensão e queda. Promovido à Série A em 2024, enfrentou o rebaixamento na temporada passada — e só escapou por um fio. Agora, em 2025, está novamente na corda bamba. Mas diferente de antes, o time tem identidade. O técnico Jair Ventura, que já treinou times em crise, entende que sobreviver não é suficiente. É preciso lutar com alma.

O Mirassol, por sua vez, não caiu, mas perdeu terreno. O time de São Paulo, que vinha como um dos grandes surpresas da temporada, agora precisa se reorganizar. A derrota em Salvador foi um choque. Eles não esperavam um Vitória tão organizado, tão decidido. A próxima partida, contra o Club de Regatas Vasco da Gama, será um teste de reação.

Frequently Asked Questions

Como o Vitória conseguiu virar o jogo após tantas derrotas?

O Vitória mudou o esquema tático para um 3-4-3 mais compacto, priorizando a pressão alta e a eficiência em bolas paradas. Além disso, a torcida no Barradão criou uma atmosfera que desestabilizou o adversário. O técnico Jair Ventura também reforçou a mentalidade: jogar com medo não serve. Precisava vencer, e isso se refletiu na postura dos jogadores, especialmente em momentos decisivos como o pênalti de Matheuzinho.

Por que o Mirassol não conseguiu impor seu jogo?

O Mirassol, que costuma atacar com velocidade e um centroavante de referência, foi surpreendido porque o Vitória não deixou espaço. Além disso, o técnico Jair Ventura preparou o time para enfrentar Carlos Eduardo como ponta, não como centroavante — algo que não havia ocorrido em nenhum dos jogos anteriores do Mirassol. A defesa baiana, com Halter e o goleiro Thiago Couto, foi impecável, e o meio-campo bloqueou as linhas de passe com precisão.

Qual é a situação atual do rebaixamento na Série A?

Após a rodada de 29 de novembro, o Vitória está em 15º com 42 pontos, um ponto à frente de Santos e Internacional (41). O 16º colocado, Cruzeiro, tem 40 pontos. Com apenas duas rodadas restantes, a diferença de um ponto é crítica. O Vitória precisa de pelo menos um empate nos dois jogos finais para garantir a permanência. Qualquer derrota pode ser fatal.

O que Jair Ventura fez diferente desde que chegou ao Vitória?

Jair Ventura trouxe disciplina tática e foco na defesa, algo que faltava. Ele reduziu o número de gols sofridos em 23% desde sua chegada e aumentou o aproveitamento em casa. Também incentivou a liderança de jogadores como Matheuzinho e Lucas Halter, que passaram a ser referências. Antes dele, o time parecia perdido. Agora, tem propósito — e isso muda tudo.

O Vitória já escapou do rebaixamento?

Não ainda. Mas está muito mais perto. Com 42 pontos e dois jogos pela frente, o clube tem margem para errar — mas não pode perder. Se vencer um dos dois jogos restantes e empatar o outro, a permanência é garantida. Se perder ambos, corre risco de cair. A pressão continua, mas agora com esperança real.

Qual foi o impacto da torcida no resultado?

A torcida foi o 12º jogador. O Barradão estava lotado, com mais de 32 mil pessoas, e o clima foi de tensão e esperança. O técnico Jair Ventura chamou de "atmosfera maravilhosa" — e isso não foi só retórica. Jogadores relataram que os gritos desestabilizaram o Mirassol nos minutos finais. Em jogos de rebaixamento, a torcida não só apoia: ela vence.

20 Comentários

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    Yael -

    dezembro 4, 2025 AT 12:47
    Essa vitória foi mais que um jogo, foi uma libertação! O Barradão tava vibrando como se fosse final de campeonato, e o Matheuzinho botou a alma no pênalti! 🙌
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    Joarez Miranda

    dezembro 6, 2025 AT 01:48
    A transformação do time desde a chegada do Jair Ventura é notável. A defesa organizada, a pressão alta, a mentalidade de guerreiro... Isso aqui não é sorte, é construção.
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    VICTOR muniz

    dezembro 6, 2025 AT 23:29
    Mirassol achou que ia vir aqui e levar os 3 pontos? Que ingenuidade. O Vitória é o clube do Nordeste que nunca se dobra, e esse time tem sangue na veia
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    Mauro Cabral

    dezembro 8, 2025 AT 18:40
    Ah, claro, o técnico que chegou em março e virou Messias. A torcida lotou o estádio, então o time virou campeão. O que era difícil antes, agora é fácil por causa de emoção? Que lógica brilhante.
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    Preta Petit

    dezembro 10, 2025 AT 00:01
    sera q o mirassol ta com traiçao no elenco? pq eles jogaram como se tivessem sonhando... eu acho q o presidente deles ta escondendo algo...
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    gabriel miranda da silva

    dezembro 11, 2025 AT 07:20
    o halter foi o cara da partida, mano. n sei se ele ta no radar da seleção, mas se tiver, ta na hora de chamar. ele fez tudo: marcou, desarmou, liderou a defesa. é o tipo de jogador q o brasil precisa
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    Associação Atlética XI de Agosto XI de Agosto

    dezembro 13, 2025 AT 01:28
    A torcida foi o 12º jogador, e o Jair Ventura foi o treinador que soube escutar. Isso aqui é futebol com alma. Parabéns a todos que acreditaram até o fim. 🙏❤️
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    Rodrigo Bita

    dezembro 13, 2025 AT 18:17
    O Matheuzinho botou o pênalti como se tivesse cobrando um chopp no bar. Calmo, sem pressa, com o olhar de quem sabe que o mundo inteiro tava parado. Essa é a cara do Vitória agora: não grita, mas mata.
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    Vanessa Laframboise

    dezembro 14, 2025 AT 20:18
    Ninguém aqui tá falando da pressão que o Mirassol sentiu? Eles vinham como os melhores do campeonato e viram um time que não tinha nada a perder... e isso assustou eles. O futebol é isso: quando o coração fala mais que o cérebro, o resultado muda.
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    Willian Wendos

    dezembro 15, 2025 AT 23:12
    Essa vitória não é só sobre pontos. É sobre identidade. O Vitória, que viveu anos de caos, agora tem um DNA: compacto, corajoso, com propósito. O técnico não trouxe tática, trouxe sentido. E o futebol, no fundo, é isso: sentido.
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    Gustavo Candelária

    dezembro 16, 2025 AT 14:41
    Vitória 2x0 Mirassol. Ponto final. Agora é só esperar o Bragantino perder e o São Paulo empatar. Vamos lá, time!
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    Felipe Fragoso

    dezembro 17, 2025 AT 14:30
    Foi o tipo de jogo que a gente leva pra vida. Quando tudo parece perdido, quando a torcida grita até ficar sem voz, quando o pênalti chega aos 90... é aí que o futebol mostra que é mais que esporte. É poesia com chuteira.
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    Jesús Lemos

    dezembro 18, 2025 AT 09:33
    A análise tática do jogo revela um planejamento meticuloso. A transição do 4-4-2 para o 3-4-3, a compactação entre linhas e a pressão no terço ofensivo foram decisivas. O Mirassol, por sua vez, demonstrou fragilidade estrutural na cobertura de espaços laterais. A eficiência do Vitória em bolas paradas, aliada à liderança de Halter, foi o diferencial técnico. A emoção, embora relevante, não explica a execução.
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    Camila Undurraga

    dezembro 19, 2025 AT 10:49
    Você acha que o Mirassol tá com medo? Não. Eles estão perdidos. E o Vitória? Eles estão vivos. E isso faz toda diferença no futebol. Não adianta ter mais pontos se o coração tá morto.
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    Lucas Leonel

    dezembro 20, 2025 AT 12:45
    Tudo isso é ilusão. O Vitória não escapou do rebaixamento. Apenas adiou o inevitável. O sistema é corrupto, os clubes grandes manipulam, e o povo acredita em milagres. Essa vitória? Só mais um espetáculo para manter o ciclo.
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    Francis Li

    dezembro 22, 2025 AT 01:29
    A estrutura do 3-4-3 aplicada pelo Ventura é um caso de estudo para clubes de médio porte. A pressão em zonas 5 e 6, combinada com a velocidade das laterais e a centralização do meio-campo, anulou os laterais do Mirassol. O uso de Lucas Halter como pivot defensivo foi genial - ele atuou como um libero moderno, com saída de bola e leitura de jogo acima da média. Isso aqui é futebol de alto nível, não só emoção.
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    Fabi Aguinsky

    dezembro 22, 2025 AT 20:59
    Meu Deus, isso é o que eu chamo de futebol de verdade! O Jair Ventura é um gênio, Matheuzinho é um herói, e a torcida? Uma força da natureza! ❤️🔥 O Vitória nunca desistiu, e isso merece respeito. Parabéns a todos os que vestiram a camisa com coração!
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    Heitor Melo

    dezembro 23, 2025 AT 05:42
    Lembro que no ano passado, o Vitória foi rebaixado por um gol de pênalti no último minuto. Agora, um pênalti salva. É como se o destino tivesse dado uma segunda chance. O futebol tem esse poder: ele cura.
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    Bruno Bê

    dezembro 24, 2025 AT 20:25
    Você acha que isso é mérito? É sorte. O Mirassol não estava em forma, o árbitro foi benevolente, e o Barradão estava cheio. O Vitória não é melhor. Só teve mais sorte. E agora, todos vão fingir que isso é grandeza. Futebol é teatro, e o público ama o drama.
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    Pedro Cardoso

    dezembro 26, 2025 AT 04:41
    A vitória hoje não muda o passado, mas redefine o futuro. O Vitória não precisa ser campeão. Precisa ser respeitado. E hoje, com esse desempenho, com essa coragem, com essa identidade, ele se tornou. E isso, pra quem viveu os anos de esquecimento, é mais que um ponto. É dignidade.

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