No mais recente desdobramento do cenário político brasileiro, o depoimento de Mauro Cid à Polícia Federal levantou novas questões sobre os bastidores do governo anterior. Em seu testemunho, Cid afirmou que o ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto, teria contatado seu pai, o General Mauro Cesar Lourena Cid, em Brasília, na busca de informações específicas sobre o acordo de delação premiada que Cid estaria negociando.
A abordagem, que envolveu também o ex-chefe de comunicações Fábio Wajngarten, buscava detalhar a delação de Mauro Cid, mantida em sigilo por ordens judiciais até recentemente. A tentativa de extrair essas informações se tornou uma peça chave que resultou na prisão de Braga Netto, em dezembro de 2024, sob a acusação de obstrução de justiça.
Acusações e Alegações da Defesa
O cenário se complica ainda mais com as alegações de que o General Braga Netto estaria envolvido no financiamento de protestos pró-Bolsonaro e em coordenações suspeitas para desestabilizar a democracia após a vitória eleitoral de Lula. A defesa do ex-ministro classificou as acusações como 'fantasiosas', destacando a carreira impecável de 40 anos de Braga Netto nas Forças Armadas. Eles também ressaltam a dificuldade enfrentada para acessar integralmente os arquivos do caso, sugerindo que isso impede uma defesa completa.
Paralelamente, a equipe jurídica de Bolsonaro, em defesa conjunta, rejeitou categoricamente as acusações relacionadas a ações anti-democráticas, considerando a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República como infundada.
Toda essa movimentação legal ocorre em um contexto tenso e sensível, onde a reputação dos envolvidos e a estabilidade política estão em jogo. O desdobramento deste caso poderá ter implicações profundas tanto no cenário político quanto na percepção pública das figuras envolvidas.